sábado, 22 de abril de 2017

O Rio de Janeiro continua lindo???

Há alguns dias comprei meu ingresso para o Rock in Rio e isso me fez pensar que será a terceira vez neste ano que vou estar na cidade maravilhosa! Antes disso, só tinha ido pra lá duas vezes na vida inteira, mas foi só agora que me apaixonei por esse lugar que me desperta a vontade de voltar e voltar e voltar! Um pouco das minhas breves experiências por lá estão no post abaixo! 


Nunca soube responder à pergunta que é o título desse post! A música "Aquele Abraço" sempre fez a gente sempre ouvir que o Rio de Janeiro continua lindo... mas eu não tinha essa convicção porque simplesmente não conhecia o RJ. Na verdade eu tinha até aquela coisa que o povo de São Paulo tem, de sentir um pouco de desprezo pelo Rio, defendendo que SP is so much better. Eis que esse ano já fiz duas das coisas mais incríveis do RJ: passar o Reveillon e o Carnaval lá no fervo! É por isso que agora posso responder com convicção: SIM, o RJ é lindooo! Não dá pra comparar com São Paulo, são dois mundos diferentes. Não dá pra comparar com outras cidades litorâneas que temos por esse Brasil imenso. O Rio é simplesmente o Rio. Ainda conheço bem pouco, mas é curioso como toda hora penso que gostaria de estar lá !

A primeira vez que fui ao Rio de Janeiro eu estava no primeiro ano da faculdade. Queria achar uma foto daquela viagem, mas está em algum álbum perdido na casa da minha mãe. Fui para lá numa excursão em 1999 para um congresso de Comunicação Social numa universidade carioca. Do congresso mesmo fui na festa de abertura e na festa de encerramento, o restante dos dois míseros dias por lá fiz um tour de busão (daqueles circular mesmo) com alguns colegas de sala. Fomos no Cristo, no Pão de Açúcar, Copacabana e outras praias. Ou seja, Rio de turista. Gostei, claro, mas nada que eu tinha pensado "uaaau, que lugar". Minha segunda ida pra lá nem contou, passei só uma noite, estava a caminho de Búzios, o que fiz de mais legal foi conhecer o Projac (que é incrível), mas nem cheguei a ir pra cidade mesmo (o Projac é bem afastado de tudo).

O fato é que, durante muito tempo, o Rio de Janeiro nem chegou perto da minha wishlist nem sei direito por que. Acho que eu pensava que já tinha ido uma vez ao Corcovado, já estava de bom tamanho. Mal sabia eu que eu iria me apaixonar não pelos pontos turísticos, mas por uma "coisa" que tem no ar no Rio de Janeiro que a gente não respira por aqui. E não estou falando da brisa do mar! É difícil explicar, sem dúvidas algum poeta já escreveu sobre isso porque talvez só mesmo um poema pra descrever a sensação. Como eu estou longe de ter algum talento pra poesia, explico mais ou menos assim: eu, quando conheço um lugar novo, piro o cabeção! Quero conhecer TUDO! Faço um raio-x do lugar, estudo os mapas, faço o roteiro, calculo os deslocamentos, quero conhecer o máximo possível dos lugares. Só que no Rio não foi assim! Parece que lá fui tomada pela "malemolência" carioca e fiquei só contemplando a cidade sem aquela "gana" de mochileira que sempre habitou em mim.

No ano novo, cheguei na sexta-feira, fim da tarde, dia 30 de dezembro. Tenho uma sorte grande, ou melhor duas: ter uma prima-irmã comissária de bordo que me colocou no benefício para voar mais barato e uma prima de segundo grau muito querida que simplesmente mora no Rio e abriu as portas para que eu ficasse na casa dela no Reveillon. Fui apenas com planos de estar com o pé na areia de Copacabana quando o ano começasse. Minha anfitriã já tinha reservado bilhetes de metrô que são diferenciados para a noite da virada, sabia que estando com ela não teria erro. Voltando à minha chegada, no Aeroporto Santos Dumont, a cidade estava em polvorosa! Antevéspera de ano novo não poderia ser diferente. Na saída do aeroporto, uma multidão esperava o Uber e o meu demorou um pouco pra me achar no meio da galera toda. O trânsito estava pesado e eu, que nunca tive paciência pra essas muvucas turísticas, mal me reconhecia: já estava hipnotizada pela magia da cidade maravilhosa!

Primeira imagem da cidade maravilhosa, ao colocar o pé pra fora do aeroporto. Tem como não se apaixonar?
Acho que tinha sido a primeira vez, em muito tempo, que fazia uma mini-viagem sem "cabeça de turista" ou "cabeça de mochileiro", sem absolutamente nada planejado e acho que esse foi o segredo para pirar no Rio de Janeiro. Nada de pensar em subir no Cristo ou subir no morro para esse turismo da modinha que é conhecer as comunidades pacificadas. Apenas fui pro Rio. Barzinho com minha prima na primeira noite, dia seguinte logo cedo sai sem rumo pra parar em alguma praia. Era 31 de dezembro e achei muito engraçado ver muuuita gente fazendo oferenda no mar. Eu estava hospedada em Botafogo e dividi a praia - que não tem muito banhista - com a galera do despacho, aquelas coisas que eu só via na televisão, não imaginava que tanta gente fazia!

O sol, o mar, o Pão de Açúcar e as oferendas!
Último dia do ano e eu fui de praia em praia: Botafogo... Copacabana... Leblon. Sozinha, porque sou dessas hahahahah não me importo de fazer as coisas sozinha, pelo contrário, me acho uma ótima companhia pra mim mesma ;) ! Aí nessa peregrinação pelas praias e com o sol a pino, pelas redes sociais soube de vários conhecidos que estavam no Rio de Janeiro também. Aí teve almoço com as amigas de Mogi e praia até o fim da tarde. Foi com elas que descobri várias festas bacanas que iam rolar no Reveillon, mas assim como não estava na vibe de turista, também não estava na pegada da balada forte. Segui o plano original com ceia delícia na casa da minha prima, com amigos dela que - sendo amigos dela - só podiam ser gente muito boa! Nos divertimos muito a caminho de Copacabana, a cidade inteira de branco, espumante, flores e aquela expectativa do ano que estava pra chegar fazia parecer como se todos estivessem vibrando numa mesma! Sei lá se sou eu que sou muito "good vibes" mas só senti coisa boa mesmo em meio a tudo o que a gente ouve e sabe que rola em termos de violência no Rio de Janeiro.

Taça e espumante no metrô, a caminho de Copa 
Já em Copacabana, nem tenho o que falar... esperamos menos de uma hora para o momento dos fogos e é realmente um espetáculo único! Isso porque, por conta da crise financeira no Rio, diminuíram bastante a quantidade de fogos, mesmo assim foi incrível, emocionante!

Primeiros minutos de 2017, céu forrado de fogos em Copacabana!



Depois de começar o ano me deixando levar por essa "carioquice", só conseguia pensar que queria voltar para o Rio de Janeiro no Carnaval. Eu AMO Carnaval e o desse ano foi MUITO esperado só pela possibilidade de estar no Rio de novo. Dessa vez, me planejei melhor: de novo contei com com a gentileza das minha prima que mora lá e fiquei na casa dela, mas combinei com uma amiga que estaria lá e que já manja dos paranauês dos bloquinhos de rua para acompanhá-la onde quer que fosse! Cheguei na sexta-feira no início da tarde, o que me permitiu, antes de me jogar no Carnaval, pegar uma praia que não tinha feito parte da minha peregrinação no Ano Novo. Fui para o Ipanema, "num doce balanço a caminho do mar"!

Com Tom Jobim, na Praia de Ipanema!
Coloquei no Uber que queria descer em frente à estátua de Tom Jobim já com "segundas intenções" de - dali - seguir até a Pedra do Arpoador, pra ver o pôr do sol. Antes teve canga esticada na areia, chuva de vendedores ambulantes (são muitos, nem se compara com as praias do litoral de SP em alta temporada), sol rachando e cerveja. Quando subi a Pedra do Arpoador o sol estava querendo começar a ir embora. Dei a volta por ela, subi na pedra mais alta.

Esperando o sol se pôr, na Pedra do Arpoador
As nuvens atrapalharam um pouco, mas não tem como não ser um belo espetáculo, com direito a mais ambulantes pra garantir a cerveja do entardecer e aplausos quando o sol desaparece.





A noite chegou, sabia que ia ter um bloquinho de Carnaval ali em Ipanema pouco depois, mas um morador me viu sozinha esperando pra ver o que iria rolar e me alertou pra ir embora. Sou meio do tipo "destemida", mas também não dou sorte pro azar... a bateria do celular estava acabando e achei melhor ir embora. Teria muito Carnaval pra aproveitar com mais segurança no dia seguinte. E assim foi! Saí de manhã do apartamento da minha prima em direção a Copacabana, pro bloco "Empolga às 9", onde encontrei minha amiga e a turma dela, conforme combinado, com direito a roupa de malandro pra ficar ainda mais no clima carioca.

Malandro é malandro, mané é mané! <3 

Falando em "clima carioca", eu que já estava in love pelo Rio simplesmente fiquei em êxtase ao pegar o metrô pra ir pro bloco e ver TODO MUNDO fantasiado pelas ruas, pelas plataformas, dentro dos trens! Qualquer apaixonado por Carnaval - como eu - sente como se estivesse em um sonho (e para mim era mesmo realizar um sonho estar ali em plena folia). Não vou detalhar muito os blocos porque quero (ainda) fazer um post sobre blocos de carnaval do Rio e de SP, mas posso dizer que foi das coisas mais sensacionais da vida esse bloco com a avenida da praia de Copacabana forrada de gente de tudo quanto é tipo: bonita, feia, LINDA, gringo do mundo inteiro, brasileiro de todos os cantos do mapa. Conheci gente, beijei na boca (pode contar essa parte aqui? claro que pode hahahaha), tomei sacolé de caipirinha, quase fiquei sem voz de tanto cantar, esgotada de tanto dançar, nossa, queria estar lá agora de novo!

A tarde teve mais, com outra turma de amigos que soube que estava lá também pelas redes sociais. O destino foi o centro do Rio, onde eu não tinha estado até então. Fiquei encantada com os casarios, os Arcos da Lapa, os barzinhos onde fomos parando na ida e na volta, no melhor jeito carioca de ser! O bloco da tarde foi o "Carioca da Gema", em frente à Fundição Progresso, repertório perfeito, tarde e noite boas demais, mas sem muitas fotos porque a essa altura a bateria do celular já tinha ido pro saco!

Bar entre um bloco e outro, agora no centro do Rio
Saindo pra mais um bloco, com vergonha de mim mesma e minha fantasia!
Bom, dessas sequência de folia consegui chegar na casa da minha prima de volta às 7 da manhã!!!! Às nove saí para um outro bloco, mas looonge, lá na Barra da Tijuca. Para esse dia, mandei fazer uma saia de tule porque o combinado foi todo mundo ir de saia no bloco de domingo. Quando saí do prédio, me olhei no espelho e fiquei achando que estava meio "inadequada"! Foi só sair na rua que lembrei que estava até "vestida demais"! Rio de Janeiro é praia, se quiser pode até rasgar a fantasia e curtir o bloco de biquini, já que o mar está logo ali.

Depois de mais um dia de bloco, já era hora de ir embora, de novo foram só três dias no RJ, três dias daqueles intensos que deixam vontade de mais e mais. Na viagem durante o Carnaval, ao contrário do Reveillon, em que fiquei meio perdida, consegui me situar melhor, "entender" as linhas de metrô, descobrir o que pode ser bacana e não tão bacana assim. Fiquei me sentindo mais confortável em circular pra lá e pra cá e, então, com mais e mais vontade de voltar. Falando em "voltar", a volta para o aeroporto, foi caótica! Se tem um recado que deixo é: não atravesse a cidade de carro no Carnaval, o Rio realmente pára para os blocos passarem!!

Último bloco antes de ir embora com dor no coração!

De resto, só o que eu digo é que não dá pra passar por essa vida sem viver um pouco desse Rio de Janeiro que é tão pertinho de nós sem aquele "compromisso" de TER que ver o Cristo, de TER que ir no Pão de Açucar, de querer fazer só o óbvio. É como São Paulo: toda vez que a gente for pra lá, vai ter algo novo a descobrir fora do roteiro oficial. No Rio, com aquela "preguicinha boa" que é rara no frenesi de São Paulo. Depois do Carnaval, fiquei pensando já no Rock in Rio, sem muita certeza de que eu estaria lá (nunca fui num Rock in Rio).... mas foi só uma amiga contar que havia comprado ingresso para o dia do Bon Jovi que mais do que prontamente me veio a vontade de ir pro Rio de novo e de novo. E já que tem Rock in Rio, por que não? Então é isso, em setembro estou lá de novo! De novo deve ser um ida de fim de semana, três dias ou quatro no máximo! Com a certeza de que, de novo, vou voltar achando que o Rio de Janeiro continua lindo!!!!!!!

Beijos e até a próxima!